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sábado, 5 de março de 2011

O que pode não ser feito

Por que nós humanos vivemos uma existência tão contraditória?Muitas das pessoas que se preparam pro carnaval e se animam com os blocos cariocas, esperam mais do que sexo barato (e nem por isso menos bom) por uma ou duas noites. Esperam um quê de Hollywood em suas vidas. Esperam ligação no dia seguinte, esperam respeito e admiração. 
Carnaval é instinto. 
Carnaval é carne, musculosa ou flácida, mas carne.
Lembrar de que ao final do bloco?
É viver as sensações, o possível prazer e isso basta.
Se a entrega (ou não) a completos estranhos dá prazer, por que conhecê-los melhor?
Por que não cristalizar a auto-estima no momento da festa e aproveitar o máximo que puder?
Sei que se conselho valesse algo, não seria tão banal, mas aí vai:
Se a disposição de fazer valer o momento sem quaisquer expectativas ou desejos a médio prazo estiver firme, vá e frente e pegue um monte. Sem dó nem piedade.
Se há qualquer hesitação ou lampejo de racionalidade, não faça. Na dúvida não faça.
Acredite-me: "melhor se arrepender do que fez do que daquilo que não fez" é um clichê que não corresponde à natureza humana das culpas e arrependimentos.
Tentemos ser coerentes e  menos contraditórias.
Na dúvida, melhor se arrepender do que não se fez do que daquilo que se fez (e que nem foi tão bom assim que justifique). Acredite-me. Sua auto-estima agradece.



Um comentário:

  1. Enfim, alguém questiona esse clichê do qual usam e abusam. 'Melhor se arrepender do que fez...' Numa cultura cristã de culpas (outras religiões também alimentam a culpa porque esse talvez seja o mais poderoso freio do comportamento humano e religiões foram criadas para isso),arrependimento é sentimento certeiro que nos paralisa,nos apequena. E a sua proposta é 'reflita se vale a pena'. Concordo e aplaudo.Gosto do seu jeito coloquial de expor suas ideias.

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